
Vitória Hipólito passou por cesárea no Hospital Regional de Planaltina e foi transferida para Hospital Regional de Santa Maria, onde faleceu. Bebê está estável. Primo diz que Vitória Hipólito esperou quase 20h por ambulância no DF.
Vitória Hipólito, de 24 anos, esperou quase 20 horas por uma ambulância para ser transferida do Hospital Regional de Planaltina até o de Santa Maria, segundo o primo e padrinho Sandro Hipólito Cardoso (veja vídeo acima). O velório da jovem foi na manhã desta quarta (28), em Planaltina.
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A jovem sofreu hemorragia interna depois de uma cesárea, na madrugada de sábado (24), em Planaltina. No domingo, ela teve piora na saúde e médicos pediram que ela fosse para o Hospital de Santa Maria.
Depois de quase 20 horas na espera por ambulância, a família contratou um veículo particular (veja detalhes abaixo). Depois de chegar em Santa Maria, na segunda-feira (26), ela não resistiu e morreu. O bebê, uma menina, está estável.
A família denuncia negligência do Hospital de Planaltina, devido a demora para realização do parto e para a chegada da ambulância. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil.
Questionada pela reportagem, a Secretaria de Saúde diz que não pode passar informações “sobre tratamentos, consultas, procedimentos cirúrgicos, óbitos e alta clínica”.
Hemorragia e paradas cardíacas após parto
Vitória Hipólito, de 24 anos, morreu após hemorragia depois de parto no DF.
reprodução
Na madrugada de sábado (24), a bolsa de Vitória rompeu e ela deu entrada no Hospital de Planaltina para realizar um parto normal. De acordo com a família, ela não teve dilatação suficiente e esperou cerca de 17 horas para o parto. Os médicos decidiram realizar uma cesárea.
Após o nascimento do bebê, Vitória foi para o quarto, mas começou a apresentar um forte sangramento. Ela foi novamente para o centro cirúrgico, onde foi retirado o útero para tentar conter o sangramento.
A família diz que, mesmo com a cirurgia, Vitória apresentou outras hemorragias internas e sofreu cerca de quatro paradas cardíacas. No domingo (25), diante da gravidade, os médicos teriam indicado a transferência urgente para o Hospital de Santa Maria, que tem suporte de UTI.
Como foi espera por ambulância
A família pediu uma ambulância, que demorou 10 horas para chegar. Neste tempo, Vitória piorou e não pôde ser transferida. Cerca de 1 hora depois, ela apresentou uma pequena melhora, e a família pediu novamente por uma ambulância.
Após 8 horas de espera, a família optou por pagar uma ambulância particular, que levou a jovem até Santa Maria, onde recebeu pronto atendimento na segunda-feira. Depois de 8 horas de internação, Vitória não resistiu e morreu.
O que diz a Secretaria de Saúde
“A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que, em conformidade com a legislação sobre Sigilo de Prontuário, não fornece dados sobre pacientes atendidos na rede pública de saúde. Isso inclui informações sobre tratamentos, consultas, procedimentos cirúrgicos, óbitos e alta clínica, uma vez que tais dados fazem parte do prontuário médico e são protegidos contra divulgação.
Essa medida visa garantir a privacidade e a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, estando respaldada pelo Código de Ética Médica, Capítulo IX, Artigo 75, que veda ao médico “fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente”.
Esclarecemos que todas as informações necessárias serão repassadas diretamente aos pacientes e familiares, conforme os protocolos vigentes.”
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