Defesa e testemunha tentaram reduzir papel do ex-secretário de segurança pública no 8 de janeiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ironizou nesta quarta-feira (28) uma testemunha de defesa do ex-ministro Anderson Torres que tentou minimizar o poder do secretário de segurança pública sobre o comando geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Moraes é relator da ação penal que apura uma trama golpista no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Torres era secretário de segurança pública do Distrito Federal em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes depredaram as sede dos Três Poderes em Brasília. Ele estava nos Estados Unidos no dia dos ataques.
O advogado de Torres tentou minimizar o papel do secretário no episódio pela falha da PM em deter os manifestantes. A defesa perguntou à testemunha, o coronel da PM Rosivan Correia de Souza, se o comando geral da PM estava subordinado à Secretaria de Segurança Pública.
“Não, senhor”, afirmou o coronel.
O Procurador Geral da República (PGR), Paulo Gonet, ao final do depoimento, insistiu na pergunta e o advogado de Torres interveio.
A defesa afirmou que não havia relação de subordinação da PM com a Secretaria de Segurança Pública, mas de vinculação.
Moraes então assumiu a palavra e disse que havia sido secretário de Segurança Pública e que a relação de subordinação existia.
“A relação é de total subordinação. É o secretário de segurança que comanda a polícia militar e a polícia civil”, afirmou.
Quando a palavra voltou para Rosivan, ele disse que no Distrito Federal a situação era diferente de outros estados e que havia apenas vinculação e não subordinação.
Moraes ironizou: “O secretário de segurança é uma Rainha da Inglaterra aqui?”
“Eu não diria uma rainha da Inglaterra, mas aqui, atualmente a gente até tem uma vinculação que é mais forte. Hoje existe até mais questão de subordinação”, respondeu Rosivan
Ele disse que essa relação “mais forte de vinculação” começou com o governo de Ibaneis Rocha, em 2023.
Moraes questionou Rosivan o que ele entendia como vinculação e a testemunha admitiu a subordinação.
“Tem uma vínculo com a secretaria. Seria uma certa subordinação”.
Moraes é relator da ação penal que apura uma trama golpista no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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“Não, senhor”, afirmou o coronel.
O Procurador Geral da República (PGR), Paulo Gonet, ao final do depoimento, insistiu na pergunta e o advogado de Torres interveio.
A defesa afirmou que não havia relação de subordinação da PM com a Secretaria de Segurança Pública, mas de vinculação.
Moraes então assumiu a palavra e disse que havia sido secretário de Segurança Pública e que a relação de subordinação existia.
“A relação é de total subordinação. É o secretário de segurança que comanda a polícia militar e a polícia civil”, afirmou.
Quando a palavra voltou para Rosivan, ele disse que no Distrito Federal a situação era diferente de outros estados e que havia apenas vinculação e não subordinação.
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“Eu não diria uma rainha da Inglaterra, mas aqui, atualmente a gente até tem uma vinculação que é mais forte. Hoje existe até mais questão de subordinação”, respondeu Rosivan
Ele disse que essa relação “mais forte de vinculação” começou com o governo de Ibaneis Rocha, em 2023.
Moraes questionou Rosivan o que ele entendia como vinculação e a testemunha admitiu a subordinação.
“Tem uma vínculo com a secretaria. Seria uma certa subordinação”.