Entenda o que muda para facilitar a recuperação de dinheiro roubado em golpes com Pix


O Banco Central anunciou mudanças para ajudar a recuperar o dinheiro roubado em fraudes com Pix.
O Pix é acessível, fácil e rápido, o meio de pagamento mais usado no país. Só no ano passado, movimentou R$ 26,46 trilhões. O Banco Central também registra cerca de 400 mil fraudes por mês via Pix.
A professora Maria Antônia Gonçalves achou que estava emprestando dinheiro para a vizinha, mas era um golpista que havia clonado o celular dela para pedir um Pix. Antônia perdeu mais de R$ 500.
“O banco me retornou depois de três dias dizendo que não teria nenhuma responsabilidade sobre o fato, uma vez que seria de responsabilidade minha, porque o celular era meu, o aplicativo e eu usei a minha senha à vontade.”
O MED, Mecanismo Especial de Devolução, é a ferramenta disponível para recuperar valores. É acionado quando o cliente informa ao banco que caiu num golpe. O que acontece hoje é o bloqueio na conta de quem recebeu o Pix. O problema é que os bandidos são rápidos. Em geral, distribuem o dinheiro roubado em várias contas e em outros bancos.
Isso deve mudar a partir de outubro. Os bancos terão que criar um botão na área do Pix para o comunicado ser mais rápido.
Os testes para rastreio do dinheiro começam em novembro. A ferramenta passa a ser obrigatória a partir de fevereiro do ano que vem.
Uma vez declarada a fraude, o banco vai identificar e bloquear as contas usadas pelos golpistas. Segundo o Banco Central, o prazo para devolução do dinheiro será de 11 dias a partir da contestação.
“Quando você contesta, a instituição vai te perguntar como ocorreu essa fraude e você vai ter oportunidade de dizer que foi por coerção, foi por acesso indevido à sua conta, foi um golpe… Feita essa comunicação, a instituição imediatamente bloqueia os recursos”, disse Renato Gomes, Diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução BC.
Alguém se passou pelo advogado de Luiz com a notícia de que ele iria receber indenização. Era golpe.
“Quero receber. Espero receber o meu dinheiro de volta, porque caí num golpe, um trabalhador igual eu, acho que fica meio complicado”, relatou o taxista Luiz Carlos.
Alguém se passou pelo advogado de Luiz com a notícia de que ele iria receber indenização. Era golpe.
Jornal Nacional
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