Hospital particular de Niterói começa a oferecer cirurgias cardíacas em bebês pelo SUS


Hospital e Maternidade São Francisco, em Niterói, adere a programa do governo federal a passa a atender pelo SUS
Divulgação
O Hospital e Maternidade São Francisco, em Niterói, é o primeiro do Rio de Janeiro a aderir ao programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que busca reduzir as filas de espera por consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (29) pelo ministro Alexandre Padilha.
Com a adesão, a instituição vai ampliar a oferta de serviços de média e alta complexidade para pacientes da rede pública. Em contrapartida, receberá créditos financeiros para abatimento de dívidas federais — um modelo que pode converter até R$ 1,3 bilhão por ano em débitos.
“Iniciamos este processo e, em breve, através da regulação estadual, será possível ampliar a oferta de serviços, como, no caso desta maternidade, será a realização de cirurgias cardíacas para recém-nascidos. Isso contribuirá para ampliar o acesso a atendimento especializado, auxiliando o estado do Rio de Janeiro, a cidade de Niterói e todos os municípios a reduzir filas”, explicou Rodrigo Oliveira, diretor do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde.
Além do hospital de Niterói, outras duas unidades passam a integrar o programa nesta primeira etapa: uma no Ceará e outra em Pernambuco. Ao todo, mais de 130 hospitais privados e filantrópicos já manifestaram interesse em participar da iniciativa.
O encaminhamento de pacientes seguirá o fluxo atual do SUS, por meio das Centrais de Regulação estaduais e municipais.
Reforço no tratamento do câncer
O Ministério da Saúde também anunciou investimento de R$ 142,3 milhões para ampliar o tratamento oncológico. Serão adquiridos 16 equipamentos, entre aceleradores lineares e tomógrafos, destinados a nove estados. No Rio de Janeiro, a Irmandade de São João Batista de Macaé receberá um tomógrafo avaliado em R$ 2,6 milhões.
A previsão é que, até 2026, o programa destine 121 aceleradores lineares a diferentes regiões do país, garantindo radioterapia para 84,7 mil novos pacientes por ano.
O programa também prevê mutirões em hospitais públicos, ampliação de turnos de atendimento, distribuição de 3 mil kits de telessaúde e o lançamento do Super Centro de Diagnóstico do Câncer.
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