Prefeitura aguarda inquérito para abrir processo de expulsão de guarda preso pela morte da ex-mulher e de vereador


Guarda municipal é preso pela morte de ex-mulher e vereador em Teresina
Reprodução/ Montagem G1
A Prefeitura de Parnaíba aguarda a conclusão do inquérito policial para abrir o processo de expulsão do guarda municipal Francisco Castro, preso pelo assassinato da ex-mulher, Penélope Brito, comandante da Guarda Municipal da cidade, e do vereador Thiciano Ribeiro (PL).
A informação foi confirmada ao g1 pelo secretário de Comunicação do município, Renan Brito, nesta sexta-feira (29). A medida é prevista no regimento interno da Guarda Civil Municipal (GCM) de Parnaíba, da qual a ex-mulher de Francisco era comandante.
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O guarda, que foi preso horas após o crime, na quarta-feira (27), teve a prisão convertida em preventiva na quinta-feira (28), após audiência de custódia em Teresina. Segundo a delegada Nathália Figueiredo, ele pode responder por feminicídio e homicídio qualificado e crime perigo comum.
O advogado Marcos Vinicius Brito, que defende o suspeito, disse que o crime não foi premeditado. “[Ele] Não morava mais em Parnaíba. Ele sequer sabia que a ex-mulher estava em Teresina. Naquele momento ele estava tão transtornado que não sabia o que estava fazendo”, alegou.
Arma do crime
O delegado Charles Pessoa, da Polícia Civil do Piauí, afirmou, em coletiva de imprensa sobre o caso, que a arma utilizada por Francisco Fernando foi a institucional. Todos os guardas municipais da Guarda têm porte e posse de arma institucional desde 2022.
A polícia apreendeu sete armas e centenas de munições em dois endereços ligados ao guarda. Foram apreendidos: a arma funcional, quatro pistolas, sendo elas calibre .380, .22 e calibre 9mm, um rifle e uma carabina de pressão.
Além de carregadores, coldres, alongadores, kits de limpeza, maletas, diversos acessórios de armamento, uma máquina de recarga de munições e 1.519 munições.
A polícia não deu informações, até a última atualização desta reportagem, sobre o registro das armas e se todas estariam em nome do guarda municipal. Sabe-se apenas que ele tinha posse e porte de arma de fogo institucional.
Parte das armas estavam na casa de tio da vítima
Parte das armas apreendidas foram encontradas em um cofre na casa de um tio de Penélope, em Parnaíba, na noite de quarta-feira (27). O familiar relatou à polícia que foi contratado para retirar os pertences de Francisco da casa do casal em maio, mas não sabia que havia armas entre eles.
“O familiar contou que foi contratado para fazer um frete para Teresina, mas que depois Francisco mudou de ideia e que esses pertences ficaram em um cômodo de sua casa [do tio da vítima]. Ele disse que o cofre estava fechado e por isso não sabia o que tinha dentro”, detalhou o delegado Abimael Silva.
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