Proliferação de aguapés provoca pequenas alterações na qualidade da água do Açude Caldeirão, em Piripiri, apontam pesquisadores


Teste indicou aumento nos níveis de fósforo, mas níveis de oxigênio dissolvido, pH e temperatura estão dentro do normal. Proliferação de aguapés provoca pequenas alterações na qualidade da água do Açude Caldeirão, em Piripiri, apontam pesquisadores
Divulgação/Semarh
A qualidade da água do Açude Caldeirão, em Piripiri, não sofreu impactos significativos com a proliferação de algas, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O resultado de análises físico-químicas realizadas em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), foi divulgado na tarde desta segunda-feira (26).
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Segundo o engenheiro químico e professor Carlos Ernando, foram constatadas pequenas alterações na qualidade da água, mas parâmetros como oxigênio dissolvido, pH e temperatura estão dentro dos níveis normais.
“Observou-se um ligeiro aumento nos níveis de fósforo, o que pode estar relacionado ao crescimento das algas”, pontuou.
De acordo com o biólogo da Semarh, Giovani Carvalho, para determinar as causas da proliferação, será necessário um monitoramento mais detalhado, focado nas áreas de remanso do açude, onde as algas se proliferam com maior intensidade.
“A proliferação ocorre em áreas de remanso, na parte próxima à entrada do açude Caldeirão. Com o aumento do volume d’água, elas são levadas para outras áreas. Um estudo mais aprofundado nessas regiões é considerado essencial para compreender o fenômeno e prevenir futuras ocorrências”, completou.
Proliferação de aguapés provoca pequenas alterações na qualidade da água do Açude Caldeirão, em Piripiri, apontam pesquisadores
Divulgação/Semarh
Presença de salvínia
No dia 7 de maio, uma equipe técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) realizou uma vistoria no Açude Caldeirão, em Piripiri, para apurar a proliferação de vegetação na lâmina d’água. A inspeção identificou a presença da salvínia (família Salviniaceae), planta aquática que se espalha rapidamente em ambientes ricos em nutrientes.
A equipe técnica da Semarh suspeitava, na ocasião, de um processo de eutrofização — acúmulo de nutrientes como nitrogênio e fósforo — como causa do crescimento acelerado.
Amostras da água do Açude Caldeirão foram enviadas para análise em laboratório na UFPI.
Divulgação/Semarh-PI
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