
Bruno Silva Dias havia comprado lancha ‘Jany’ há aproximadamente um mês. Embarcação foi encontrada após naufragar e entregue à Capitania dos Portos de São Paulo (à esq.)
Redes sociais e Divulgação/CPSP
A lancha ‘Jany’, que naufragou com uma família a bordo na região de Itanhaém, no litoral de São Paulo, havia sido comprada pelo veterinário Bruno Silva Dias há aproximadamente um mês. Ao g1, o irmão dele contou que a embarcação era um dos sonhos do parente, que adorava pescar.
A lancha era ocupada por Bruno e pelos pais dele, Lucídio Francisco Dias e Maria Aparecida da Silva Dias, quando naufragou a cerca de 25 quilômetros da costa de Itanhaém, nas proximidades da Ilha da Queimada Grande, popularmente conhecida como Ilha das Cobras.
Bruno pediu socorro via WhatsApp na tarde de sábado (23) para uma marina de onde a lancha havia partido em Guarujá. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) foi acionado e entrou em contato com a Marinha do Brasil, que realiza buscas com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).
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Ao g1, o advogado Jeferson Dias, irmão de Bruno, informou que a embarcação havia sido comprada há pouco tempo. “Meu irmão era apaixonado por pesca”, explicou ele, acrescentando que o veterinário teve outras embarcações anteriormente.
Conforme apurado pelo g1, os três viviam em Matão, no interior de São Paulo, antes de se mudarem para Guarujá. O veterinário se mudou primeiro, chegando à cidade da Baixada Santista há aproximadamente três anos, seguido pelos pais, que fizeram a mudança há cerca de um ano.
De acordo com Jeferson, a compra de uma lancha representou um entre muitos sonhos realizados por Bruno. “Primeiro o sonho de ser veterinário, e depois, através disso, ele realizou o sonho de morar na praia e ter uma lancha melhorzinha”, afirmou.
O veterinário Bruno (à esq.) e os pais dele, Lucídio (à dir.) e Maria Aparecida (ao centro) estavam a bordo da lancha que desapareceu
Reprodução/Redes sociais
Lancha encontrada
A Marinha do Brasil localizou a lancha “Jany” na quarta-feira (27) em São Sebastião. A corporação informou que a embarcação foi recuperada na altura da Praia da Baleia, a aproximadamente 11 km da costa.
A lancha foi entregue para a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) por volta das 22h de quarta-feira. “O material será utilizado como subsídio para o inquérito instaurado, a fim de apurar as causas e circunstâncias do acidente”, informou a Capitania.
Vídeo mostra lancha desaparecida em naufrágio sendo recuperada no litoral de SP
Buscas
Segundo a CPSP, as buscas já ultrapassaram 100 horas ininterruptas de trabalho. A operação é realizada por meios navais e aéreos, sendo um navio-patrulha da Marinha do Brasil, quatro aeronaves – duas da Força Aérea Brasileira (FAB) e duas da Polícia Militar -, além de outras embarcações da CPSP e do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar).
“O esforço conjunto envolve 82 militares, que atuam diretamente na cena de ação, tendo varrido um total de mais de 3.900 km², valor equivalente a duas vezes a área da cidade de São Paulo”, explicou a capitania.
Corpos encontrados
O corpo de uma mulher foi encontrado na terça-feira (26), na direção da Barra do Sahy, em São Sebastião (SP). O GBMar informou que o cadáver estava com colete e foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caraguatatuba (SP), onde foi reconhecido por familiares como sendo de Maria Aparecida.
Durante as buscas, outro corpo foi retirado da água na quarta-feira (27), após ser avistado por tripulantes de uma embarcação perto da Ilha das Palmas, em Guarujá. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) afirmou ao g1 que o cadáver estava em estado de decomposição, então não foi possível confirmar se é de um dos tripulantes desaparecidos.
Marinha realiza buscas por lancha desaparecida com três pessoas no litoral de SP
Entenda o caso
O Cobom Marítimo foi acionado, no sábado (23), para o naufrágio de uma embarcação com três tripulantes, ocorrido a aproximadamente 25 quilômetros da costa de Itanhaém, nas proximidades da Ilha da Queimada Grande, popularmente conhecida como Ilha das Cobras.
Segundo o GBMar, a solicitação foi feita pelo proprietário de uma marina, que disse ter recebido o pedido de socorro de um dos tripulantes e perdido o contato com ele.
Depois que recebeu a ocorrência, o GBMar comunicou a Marinha do Brasil, por conta do mau tempo e baixa visibilidade. A Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB) realizaram os trabalhos de buscas.
Lancha desapareceu após enviar pedido de socorro no mar na região de Itanhaém
Arte g1
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